Caso: Mohamed Ibouène é condenado por proselitismo

O jovem cristão argelino foi condenado a um ano de prisão e ao pagamento de uma multa de 50 mil dinares argelinos (cerca de 650 dólares), por, supostamente, ter tentado converter um muçulmano ao cristianismo

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Semana passada, a Portas Abertas noticiou o caso de um cristão da Argélia, Mohamed Ibouène, acusado por um colega de trabalho muçulmano de tentativa de conversão. Ibouène havia sido condenado, mas apelou da decisão do tribunal de Bechar. 

Com o auxílio da Portas Abertas, a igreja do qual o jovem é membro contratou um advogado, mas a decisão do julgamento permaneceu inalterada: o veredicto foi confirmado na audiência de cassação, em 23 de janeiro, e ele foi mantido na prisão. 

Ibouène, originalmente do Norte do país (área cristã), era empregado em uma multinacional com sede na cidade de Tindouf, ao Sul. A denúncia foi apresentada por um de seus colegas que alegou estar sendo influenciado por Ibouène a mudar sua fé. O cristão afirmou que a conversa sobre a qual o muçulmano se refere não era nada mais que uma simples discussão sobre Deus e fé.

Desde 2006, a Argélia tem uma lei que condena os cristãos que pregam os princípios do cristianismo aos muçulmanos (proselitismo) com uma pena de no máximo cinco anos de prisão. Desde que a lei está em vigor, diversos cristãos foram levados ao tribunal. Nem mesmo as pressões da comunidade internacional, incluindo o Parlamento Europeu e ONGs como a Anistia Internacional fez com que o país renunciasse tal lei, o que se consegue, às vezes, é a diminuição da punição estabelecida.
O caso de Habiba Habiba Kouider, de 42 anos, preso em 2008 por proselitismo, por exemplo, ainda está pendente por causa desta pressão internacional. Ore pela família de cristãos presos por amor à obra de Deus.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag