Rio -  O episódio provocou a indignação de líderes de movimentos contra a homofobia. Para o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, que representa 237 organizações na América Latina, o caso deveria ter sido registrado como discriminação.
“Os dois tem que ser respeitados. Se não houve excesso no afeto, isso não pode ser considerado um caso de agressão ao motorista. Se heteros podem, os homossexuais também”, diz.
Segundo Toni, grande maioria das vítimas de crimes homofóbicos não registra ocorrência por vergonha, o que dificulta o trabalho combate ao preconceito homossexual.
Casal gay é expulso do carro por taxista após trocar beijos
Após trocarem beijos dentro de um táxi na volta do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, um casal homossexual afirma ter sido discriminado pelo motorista, que teria tentado expulsá-los do veículo. Eles registraram ocorrência contra o taxista por injúria na 37ª DP (Ilha do Governador).
Na delegacia, os namorados Sérgio Porto e Robson Gomes contaram que o motorista se negou a seguir viagem caso eles continuassem se beijando no banco de trás do veículo. Com o táxi parado nas imediações do aeroporto, o casal então acionou a polícia, que conduziu os três à delegacia.
“Ele disse para a gente sair do carro, pois na religião dele não era permitido homem com homem ou mulher com mulher. Estamos indignados, tristes e com vergonha”, afirmou Sérgio, que pretende processar o motorista e a cooperativa de táxi.
Em sua defesa, o taxista, que é evangélico, disse que se sentiu constrangido com a troca de beijos e carícias do casal. “Não os expulsei, apenas disse que não seguiria viagem caso eles continuassem se beijando e se acariciando. Faria a mesma coisa com um casal heterossexual, pois o transporte é público. No entanto, eles disseram que iriam continuar fazendo”, contou o motorista.

Fonte: http://odia.ig.com.br